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CHECHÊNIA É ACUSADA DE TER CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE TORTURA GAY.

#Campo de concentração teria realizado praticas abusivas diz jornal russo.


A polícia da Chechênia foi acusada de prender homossexuais e manter um campo de concentração secreto para torturas e assassinatos segundo publicou o jornal russo, Novaya Gazeta, na última Quarta-Feira, 12. O caso ganhou forte repercussão na Europa fazendo ONGs de direitos humanos pedirem explicações às autoridades da Chechênia.

Mais de 100 homens já teriam sido vítimas das prisões ilegais feitas pelos policias, somente por serem gays. O centro de detenção está localizado na cidade de Argun. A publicação apontou ao menos três assassinatos no centro, podendo ser muito maior do que vem sendo divulgado pelo fato do país vigorar a cultura do crime de honra.

A perseguição aos gays teria começado em Fevereiro no país, quando à polícia prendeu um homem que estava drogado e encontrou fotos e vídeos de sexo homossexual em seu celular. Os policiais, então, começaram a caçada, deixando o telefone do detido ligado propositalmente e, a cada homem que o telefonava, os agentes saiam para prendê-lo.

ONG's locais afirmam que muitos homossexuais, depois de presos e torturados, são "devolvidos" para seus familiares para que a própria família os execute para "limpar" a imagem na sociedade. Em outros casos, as famílias são obrigadas a vender apartamentos, casas e bens para "pagar o resgate" dos homens presos.

A denúncia gerou polêmica na Europa. O presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados da Itália, Fabrizio Cicchitto, pediu que o governo italiano intervenha na situação e pressione a Rússia para interromper as práticas na Chechênia. "Naquela região, existe um problema mais geral de liberdade que atinge também os opositores aos regimes, os quais são tratados de maneira desumana", comentou.

Os políticos chechenos, porém, como o porta-voz do presidente Ramzan Kadyrov, Alvi Karimov, definiu a denúncia como "uma absoluta mentira" e alegou que não há gays no país. "Não é possível prender ou perseguir pessoas que simplesmente não existem na nossa república", disse o representante do líder checheno. "Se existissem pessoas assim na Chechênia, as forças de ordem não teriam problema nenhum, porque seriam os próprios familiares a mandá-los para aquele lugar sem volta", completou.
Caso chocou à Europa
Filipe Severo
Filipe Severo

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